O objetivo deste blog é fomentar discussões e divulgar informações sobre a advocacia, direito, política, religião, além de divulgar notícias que possam interessar à sociedade em geral, e, ainda, falar de livros, esportes, e outros assuntos.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Esdrúxulo
domingo, 17 de fevereiro de 2013
O poema desta segunda, 18/02, é uma homenagem à minha PEDRA NO RIM
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
DESCUBRIDORES DE CHILE - Pablo Neruda
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
REAJA Piracicaba – Vereadores em números
| José Luiz Ribeiro – PDT |
0
|
| Márcia Gondim C.C. Dias Pacheco – PSDB |
2
|
| André Gustavo Bandeira - PSDB | 3 |
| João Manoel dos Santos – PTB | 3 |
| Paulo Henrique Paranhos Ribeiro – PRB | 3 |
| José Benedito Lopes – PDT | 6 |
| José Aparecido Longatto – PSDB | 8 |
| Capitão Gomes – PP | 11 |
| Luiz Carlos Arruda – PV | 11 |
| Ary de Camargo Pedroso JR – PDT | 12 |
| Carlos Alberto Cavalcante – PPS | 19 |
| Matheus Antonio Erler – PSC | 19 |
| José Antonio Fernandes Paiva – PT | 23 |
| Francisco Almeida do Nascimento – PT | 24 |
| Paulo Roberto de Campos – PTB | 36 |
| Dirceu Alves da Silva – PPS | 43 |
| Madalena – Luis Antonio Leite – PSDB | 45 |
| Laércio Trevisan Jr – PR | 78 |
| Gilmar Rotta – PMDB | 88 |
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
O Corvo - Fernando Pessoa - Edgar Allan Poe
O CORVO *
(de Edgar Allan Poe)
Numa meia-noite agreste, quando eu lia, lento e triste,
Vagos, curiosos tomos de ciências ancestrais,
E já quase adormecia, ouvi o que parecia
O som de alguém que batia levemente a meus umbrais.
"Uma visita", eu me disse, "está batendo a meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro,
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundido força, eu ia repetindo,
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais".
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, decerto me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo,
Tão levemente batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse aos meus ais.
Isso só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais."
Meu coração se distraía pesquisando estes sinais.
"É o vento, e nada mais."
Abri então a vidraça, e eis que, com muita negaça,
Entrou grave e nobre um corvo dos bons tempos ancestrais.
Não fez nenhum cumprimento, não parou nem um momento,
Mas com ar solene e lento pousou sobre os meus umbrais,
Num alvo busto de Atena que há por sobre meus umbrais,
Foi, pousou, e nada mais.
E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos meus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento
Perdido, murmurei lento, "Amigo, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais".
Disse o corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas vozes usuais,
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entono da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureia dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sobras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sobras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Fez-se então o ar mais denso, como cheio dum incenso
Que anjos dessem, cujos leves passos soam musicais.
"Maldito!", a mim disse, "deu-te Deus, por anjos concedeu-te
O esquecimento; valeu-te. Toma-o, esquece, com teus ais,
O nome da que não esqueces, e que faz esses teus ais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, a esta noite e este segredo,
A esta casa de ância e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta!
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais.
Dize a esta alma entristecida se no Éden de outra vida
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo!", eu disse. "Parte!
Torna á noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o corvo, "Nunca mais".
E o corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha cor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão há mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!O Corvo - Fernando Pessoa - Edgar Allan Poe
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Cartão BNDES - Opção de crédito barato para o Micro, Pequeno e Médio Empresário
Uma opção interessante para o micro, pequeno e até médio empresário é o Cartão de Crédito do Banco Nacional do Desenvolvimento.
As vantagens deste cartão de crédito é que não possui anuidade, taxa de juros de 0,91% ao mês, sendo que a partir de fevereiro será de 0,86% ao mês, e parcelamento de 3 a 48 meses.
Para solicitar o cartão basta você acessar o site www.cartaobndes.gov.br e seguir os seguintes passos:
1- clicar no link "Solicite seu Cartão BNDES";
2- informar CNPJ, o tipo de controle, CNAE Fiscal;
3- selecionar o banco emissor;
4- preencher a Proposta de Solicitação do Cartão BNDES e,
5- apresentar a documentação exigida pelo banco emissor (Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banrisul e Itaú)
Pode solicitar o cartão empresa de micro, pequeno e médio porte, de controle nacional, que exerçam atividade econômica compatível com as Políticas Operacionais e de Crédito do BNDES, com faturamento bruto anual de até R$ 90 milhões e que estejam em dia com a seguinte documentação:
1- Certidão Conjunta de Débitos Relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União ou de Certidão Conjunta Positiva com Efeitos de Negativa de Débitos relativos a Tributos Federais e à Dívida Ativa da União, expedida pela Secretaria da Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (www.receita.fazenda.gov.br).
2- CND - Certidão Negativa de Débito (Previdenciária) expedida pela Secretaria da Receita Federal.
3- Certificado de Regularidade do FGTS (www.caixa.gov.br);
4- Comprovação de Regularidade quanto à entrega da RAIS; e
5- Declaração, na qual ateste, em síntese, que está com a sua situação regularizada perante os órgãos públicos e a legislação pertinentes, conforme modelo disponível no menu "Regras" do Portal de Operações do Cartão BNDES (www.cartaobndes.gov.br).
No mesmo site, www.cartaobndes.gov.br, é possível obter informações para se tronar um fornecedor, sendo os custos para o fornecedor são os seguintes:
Taxa de Afiliação:
Cielo - R$ 60,00 (somente na primeira venda)
Redecard – no momento, não está sendo cobrada nenhuma taxa de Afiliação
Cabal Brasil – no momento, não está sendo cobrada nenhuma taxa de Afiliação
Taxa de Desconto:
Cielo – até 2,5% sobre o valor da venda (válida a partir de 29/10/2009)
Redecard – até 2,5% sobre o valor da venda (válida a partir de 13/11/2009).
Cabal Brasil – até 2,0% sobre o valor da venda, limitado a R$ 1.000,00 (Um mil reais) por operação.
Para o fornecedor, as principais vantagens são:
• Financiamento automático para o cliente em até 48 meses
• Garantia de recebimento da venda, em 30 dias, com a segurança típica dos cartões de crédito
• Redução do comprometimento do capital de giro próprio
• Exposição gratuita do seu catálogo de produtos no Portal www.cartaobndes.gov.br
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Desporto e Pedagogia
Desporto e Pedagogia
I
Diz ele que não sei ler
Isso que tem? Cá na aldeia
Não se arranjam dúzia e meia
Que saibam ler e escrever.
II
P'ra escolas não há bairrismo,
Não há amor nem dinheiro.
Por quê? Porque estão primeiro
O Futebol e o Ciclismo!
III
Desporto e pedagogia
Se os juntassem, como irmãos,
Esse conjunto daria,
Verdadeiros cidadãos!
Assim, sem darem as mãos,
O que um faz, outro atrofia.
IV
Da educação desportiva,
Que nos prepara p'ra vida,
Fizeram luta renhida
Sem nada de educativa.
V
E o povo, espectador em altos gritos,
Provoca, gesticula, a direito e torto,
Crendo assim defender seus favoritos
Sem lhe importar saber o que é desporto.
VI
Interessa é ganhar de qualquer maneira.
Enquanto em campo o dever se atropela,
Faz-se outro jogo lá na bilheiteira,
Que enche os bolsinhos aos que vivem dela.
VII
Convém manter o Zé bem distraído
Enquanto ele se entrega à diversão,
Não pode ver por quantos é comido
E nem se importa que o comam, ou não.
VIII
E assim os ratos vão roendo o queijo
E o Zé, sem ver que é palerma, que é bruto,
De vez em quando solta o seu bocejo,
Sem ter p'ra ceia nem pão, nem conduto.
António Aleixo, in "Este Livro que Vos Deixo..."